Belchior faria 80 anos: “Alucinação” completa 50 anos e ganha homenagens

O cantor e compositor cearense Belchior completaria 80 anos na segunda-feira (26). Nascido em Sobral, no norte do Ceará, ele morreu em 2017, aos 70 anos, e segue como um dos nomes mais marcantes da música popular brasileira. Em 2026, o álbum “Alucinação”, que reúne canções regravadas por Elis Regina, completa 50 anos.

Do Ceará para a MPB

Na infância, Belchior cantou em feiras, aprendeu piano e se dedicou à poesia e ao repente. Estudou em seminário e ingressou no curso de medicina, que abandonou para viver de música. Participou de festivais no Nordeste, tocou com Fagner e Ednardo e, nos anos 1970, mudou-se para o Sudeste, onde gravou entre Rio de Janeiro e São Paulo. Canções como “Apenas um rapaz latino-americano” e “Como nossos pais” o consagraram, com um estilo que mistura MPB, rock e música tradicional nordestina. “Velha roupa colorida” é lembrada como crítica ao clima de repressão da ditadura militar.

Homenagens em 2026

A filha caçula, a cantora Vannick Belchior, homenageia o pai em shows e no álbum de estreia “Meu nome é Cem”, que inclui composições dele. O livro “Viver é melhor que sonhar”, dos jornalistas Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti, investiga o período de isolamento do artista nos últimos dez anos de vida, quando viveu entre o Uruguai e cidades do Rio Grande do Sul, e terá adaptação para o cinema, com estreia prevista para dezembro. O documentário “Alucinação” está em cartaz na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

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