IPCA sobe 0,82% em setembro e energia elétrica pesa no bolso

Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O IPCA de setembro, a inflação oficial do país, foi de 0,82%, informou o IBGE nesta sexta-feira (9). O resultado reverte a deflação de 0,32% de agosto e fica acima dos 0,48% de setembro de 2025. No ano, a inflação acumula 3,95%, e, em 12 meses, 4,58%, ante 4,22% no período anterior.
Todos os nove grupos pesquisados tiveram alta em setembro. O maior impacto veio de Habitação, que subiu 2,31% e contribuiu com 0,35 ponto percentual para o índice.
Energia elétrica foi o maior impacto
A energia elétrica residencial subiu 7,98% e responde por 0,32 ponto percentual do índice, o maior impacto individual do mês. O IBGE associa a alta ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas contas de agosto. Está em vigor a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Transportes subiram 0,89%, com combustíveis em alta de 1,41% (etanol 3,16%, diesel 1,69% e gasolina 1,21%) e passagens aéreas 9,66% mais caras. Alimentação e bebidas avançaram 0,83%.
Tomate, batata e cebola puxam a comida
Na alimentação no domicílio, a alta foi de 0,96%. Os destaques foram o tomate (37,76%), a batata-inglesa (24,07%), a cebola (10,14%) e o arroz (4,56%). Por outro lado, ficaram mais baratos o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).
Entre as regiões pesquisadas, a maior inflação do mês foi em Vitória (1,08%). Nas capitais vizinhas a Santa Catarina, Porto Alegre teve 0,96% no mês e 5,02% em 12 meses, e Curitiba, 0,63% e 2,72%. O IPCA não inclui Florianópolis entre as áreas pesquisadas.
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