França contabiliza prejuízos após protestos contra custo de vida

Os protestos na França contra o custo de vida e a alta dos combustíveis voltaram a gerar tensão neste domingo (18), um dia depois de um dos piores dias de agitação no país nos últimos anos. Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades no sábado (17), e o balanço de danos a comércios e prédios públicos começou a ser contabilizado.

Do protesto estudantil à revolta contra a desigualdade

O movimento começou há cerca de um mês como uma manifestação de estudantes contra as más condições das escolas e a falta de professores em subúrbios populares. Aos poucos, ampliou-se para um protesto mais amplo contra a desigualdade, os cortes de gastos públicos e o aumento do custo de vida.

Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, centenas de lojas foram danificadas no sábado e mais de 600 policiais ficaram feridos. Mais de 2 mil pessoas foram detidas em todo o país.

Prejuízos e promessa de apoio aos comerciantes

Em Limoges, a prefeitura, construída há 143 anos, foi incendiada e ficou em grande parte destruída. O prefeito Guillaume Guerin pediu recursos para a reconstrução. Em Bordeaux, o prefeito Thomas Cazenave disse que até 100 lojas foram saqueadas. Em Marselha, a prefeitura anunciou ajuda financeira emergencial a comerciantes atingidos.

O presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, informou que 50 lojas da rede foram danificadas, 20 delas saqueadas, com prejuízo estimado em dezenas de milhões de euros.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu os episódios de violência a grupos de extrema esquerda e criminosos, e o ministro da Economia, Roland Lescure, prometeu apoio a empresários que tiveram perdas. O presidente Emmanuel Macron, cujo mandato termina em 2027, tinha pronunciamento à nação marcado para a noite de domingo. A oposição de direita cobrou a renúncia do presidente.

Fonte: Agência Brasil.

Leia também

Últimas notícias