Economia da Argentina recua 1,7% em agosto, aponta o Indec

Foto: Oscar Costero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — imagem ilustrativa
A economia da Argentina recuou 1,74% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Na comparação com julho, houve alta de 0,1%. É o segundo mês seguido de retração na base anual: em julho, a queda tinha sido de 2,8% frente a julho do ano passado.
Quais setores caíram e quais cresceram na Argentina
Entre os maiores recuos em agosto estão a pesca (-15,7%), a intermediação financeira (-3,8%), o comércio atacadista e varejista (-3,5%), a indústria (-3,2%), transportes e comunicações (-2,9%) e a construção (-2,5%). Na outra ponta, mineração e petróleo cresceram 11,1%, eletricidade, gás e água avançaram 4,3%, e hotéis e restaurantes subiram 3,1%.
No acumulado de 2026 até agosto, a atividade ainda cresce 1,2%, mas o ritmo desacelerou em relação aos 1,7% acumulados até julho. A tendência-ciclo, indicador que suaviza oscilações mensais, ficou estável em agosto, com variação de 0%.
Análise e posição do governo argentino
A economista Clara Brenck, professora da UFMG e pesquisadora da USP, avalia que o país pode estar entrando em recessão e cita a alta do desemprego. Segundo ela, petróleo, gás e mineração evitaram uma queda maior, mas dependem do mercado externo, e as quedas na indústria e no comércio preocupam por empregarem muita gente.
O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou a alta de 0,1% sobre julho e afirmou, em rede social, que a tendência-ciclo está 6,6% acima do nível de dezembro de 2023. Ele também informou que as exportações do agronegócio de janeiro a setembro somaram US$ 43,206 bilhões, 13% a mais que no mesmo período de 2025.
A Argentina é a segunda maior economia da América do Sul e um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o que torna o desempenho do vizinho relevante também para exportadores brasileiros, inclusive catarinenses.




