Plano de governo: o que Lula e Flávio propõem para o Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (Arquivo)
O plano de governo de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) é um dos assuntos mais buscados pelo eleitor na véspera do 2º turno, marcado para este domingo (25). Os dois candidatos apresentaram diretrizes à Justiça Eleitoral, e a Agência Brasil resumiu os pontos principais. Abaixo, uma comparação objetiva, sem juízo de valor, com os candidatos sempre na mesma ordem: Flávio, depois Lula.
Plano de governo de Lula e Flávio: economia e saúde
Na economia, o plano de Flávio Bolsonaro prevê uma nova regra fiscal que vincule os limites de gasto à trajetória da dívida. Segundo a coordenadora de sua equipe econômica, a proposta inclui um ajuste de 1,5% do PIB, cerca de R$ 190 bilhões. O texto também defende cortar ministérios e cargos comissionados, reduzir tributos sobre energia e combustíveis e retomar o programa de desestatização. A equipe diz que manterá Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular.
O plano de Lula propõe manter o arcabouço fiscal, ampliar a progressividade dos impostos e continuar a valorização real do salário mínimo. Prevê ainda isentar a cesta básica de tributos, reduzir a jornada semanal para 40 horas sem corte de salário e manter o Novo PAC. O documento é contrário à privatização de Petrobras, Correios e Embrapa.
Na saúde, Flávio propõe digitalizar prontuários, ampliar a telessaúde em regiões com falta de médicos e compartilhar dados de pacientes com a rede privada. Lula promete ampliar a rede pública de cuidado ao câncer e incluir exames para hipertensão e diabetes no Farmácia Popular.
Educação e segurança pública nos planos
Em educação, o plano de Flávio quer expandir as escolas cívico-militares, priorizar o método fônico na alfabetização, criar vale-creche para a rede privada e transferir o ensino superior do MEC para o Ministério da Ciência e Tecnologia. O de Lula propõe ampliar o tempo integral, concluir 3.562 creches e pré-escolas pelo Novo PAC, alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030 e criar 111 novos institutos federais.
Em segurança pública, Flávio defende classificar facções e milícias como organizações narcoterroristas, criar um sistema nacional de reconhecimento facial e uma força de elite para as fronteiras, além de endurecer penas. Lula propõe criar o Ministério da Segurança Pública, caso a PEC da área seja aprovada, destinar R$ 10 bilhões a estados e municípios e reforçar o combate financeiro ao crime organizado.
Os documentos completos estão disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vale conferir os planos na íntegra, já que parte das propostas, segundo a Agência Brasil, não detalha custos nem fontes de financiamento.




