Ashwagandha não tem registro no Brasil, alerta a Anvisa

Imagem ilustrativa. Foto: Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que a ashwagandha, erva asiática divulgada nas redes sociais como suplemento para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa, não tem registro no Brasil. Segundo a agência, a fabricação, a venda, a distribuição e o uso do produto são proibidos no país.
O esclarecimento foi divulgado pela Anvisa em sua iniciativa “Sem Desinformação”, depois que o produto ganhou popularidade em vídeos na internet. A agência destacou ainda que a ashwagandha não consta da lista de substâncias autorizadas para uso em suplementos alimentares.
Por que a Anvisa fez o alerta
No comunicado, a agência citou o caso de uma mulher britânica que, segundo relatos, teve insuficiência hepática, paradas cardíacas e lesões cerebrais graves após usar o produto. A Anvisa não detalha, no texto, o desfecho do caso nem os fatores envolvidos, e o ponto central da orientação é regulatório: a erva não foi avaliada nem autorizada para o mercado brasileiro.
A agência lembra que a maior parte dos riscos associados a suplementos vem de produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas ou ser fabricados sem boas práticas. Mesmo produtos regularizados podem causar problemas quando usados sem necessidade ou fora das instruções.
O que dizem as regras para suplementos
De acordo com a RDC 243/2018, suplementos alimentares devem usar apenas ingredientes autorizados e se destinam ao uso oral por pessoas saudáveis, em formas como comprimidos, cápsulas, pastilhas, pós ou barras. Podem auxiliar quem precisa de mais de um nutriente ou pratica exercícios intensos, mas nem todas as pessoas precisam deles.
A Anvisa também reforça que é terminantemente proibido associar esses produtos a promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças. Quem vir esse tipo de propaganda deve desconfiar.
A orientação ao consumidor é consultar um profissional de saúde qualificado antes de começar a tomar qualquer suplemento, para avaliar o estado de saúde, a alimentação e a atividade física, e seguir à risca as indicações de dose, advertências e restrições que constam no rótulo e na embalagem. Quem encontrar a ashwagandha à venda no país pode comunicar a vigilância sanitária do município ou a própria Anvisa.




