Economia pesou na eleição dos EUA: inflação e tarifas dominaram o voto

Foto: Diliff/Wikimedia Commons (CC BY 2.5)
Na véspera das eleições que decidiram o controle do Congresso americano, a economia dos Estados Unidos dominava as preocupações dos eleitores. Os preços altos eram a questão central, e muitos culpavam as políticas do presidente Donald Trump, em especial as tarifas e a guerra com o Irã, pela inflação persistente. Em resumo, o clima era de mau humor.
Indicadores contam história mais complexa
Os números, porém, são menos negativos do que o sentimento dos eleitores. A taxa de desemprego segue historicamente baixa, há mais pessoas empregadas do que nunca e o crescimento econômico geral é sólido. O boom de investimentos em inteligência artificial impulsionou o mercado de ações até recentemente, engordando as contas de aposentadoria de milhões de pessoas.
Inflação pesa no bolso
Do outro lado, a inflação, embora longe do patamar de poucos anos atrás, permanece elevada e onipresente o bastante para que as pessoas sintam o aperto no dia a dia. Foi esse contraste entre indicadores sólidos e custo de vida alto que marcou o debate econômico antes das urnas.
O resultado das eleições, com a vitória dos democratas no Senado e na Câmara, reforçou a leitura de que o bolso pesou na decisão do eleitor.




