Itapoá conclui maior engordamento de praia do Brasil

Foto: Gustavo Rotta/PSFS
O Porto de São Francisco do Sul concluiu o engordamento de praia em Itapoá, apontado como o maior do Brasil. A obra alargou 8,8 quilômetros de orla com cerca de 7 milhões de metros cúbicos de sedimento retirados da dragagem da Baía da Babitonga, conforme o governo do Estado.
Os trabalhos começaram em outubro de 2025 e terminaram em outubro de 2026, com a draga Galileo Galilei. A areia foi lançada entre Pontal do Norte, Princesa do Mar e Figueira do Pontal. É a primeira vez no Brasil e a segunda no mundo que o material de dragagem portuária é usado para alargar uma praia.
Restinga, dunas e proteção ambiental
A obra incluiu recuperação ambiental. Foram plantadas 210 mil mudas de seis espécies em 31 pontos, com meta de chegar a 300 mil. As dunas foram refeitas com 1 a 1,5 metro de altura e cerca de 26 metros de largura, e a faixa recebeu cercamentos ecológicos, passarelas elevadas e sinalização para proteger a vegetação.
O ganho prático é uma faixa de areia mais larga para banhistas e uma proteção maior contra a erosão em uma das praias mais procuradas do litoral norte catarinense, num estado de forte vocação turística.
Quanto custou e quem paga
O investimento total foi de R$ 333 milhões: R$ 33 milhões do porto público e R$ 300 milhões do Terminal Itapoá. O valor será ressarcido em parcelas até 2037 por meio das tarifas portuárias. É a primeira vez que um porto público contrata um porto privado para esse tipo de serviço.
Segundo o governo, a solução evita que os navios façam fundeio intermediário e economiza cerca de R$ 20 milhões por ano. O presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, destacou o caráter inédito da operação.
A tendência é que o monitoramento da restinga e das dunas continue nos próximos meses, para acompanhar o desenvolvimento das mudas e a estabilidade da faixa de areia.
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