Macron anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos na França

Foto: Remi Mathis / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) — imagem ilustrativa
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que o governo vai proibir, nos próximos dias, protestos considerados “ilegítimos”. O anúncio veio depois de uma reunião no Palácio do Eliseu com ministros e representantes dos serviços de informações, motivada pelos distúrbios, roubos e furtos registrados em várias cidades francesas no sábado (17).
O que muda para manifestações na França
Segundo o governo, manifestações organizadas por estruturas como sindicatos continuarão possíveis, mas terão trajetos alternativos definidos, com o objetivo de proteger estabelecimentos comerciais. A proibição se aplicará a ações que as autoridades classificarem como ilegítimas, sem que os critérios tenham sido detalhados no anúncio.
Macron atribuiu os episódios do fim de semana passado a grupos de extrema-esquerda, que chamou de “sediciosos”, descrevendo-os como organizações que buscariam derrubar a República. Cerca de 3 mil lojas foram afetadas por roubos, furtos e danos naquele fim de semana, e o presidente da Confederação dos Comerciantes da França, Pierre Bosche, disse que a preocupação com um novo sábado é máxima.
Nova mobilização e reforço policial
Uma nova mobilização está prevista para este sábado (24). As autoridades prometem um forte dispositivo de segurança, com veículos blindados e unidades de elite. Na noite de quarta-feira (21), o toque de recolher voltou a ser imposto em diferentes cidades, e pelo menos 174 pessoas foram detidas.
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, pediu que os partidos escolham “entre a violência e a República” e dirigiu suas críticas ao partido A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.
O tema deve continuar em evidência nos próximos dias, já que o texto formal das proibições ainda não foi apresentado e a mobilização do sábado servirá como primeiro teste das novas regras.




