Epagri orienta produtor a reduzir perdas com El Niño em SC

Foto: Divulgação / Epagri
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) publicou um boletim técnico com orientações para reduzir riscos e minimizar perdas na agropecuária e na pesca diante de eventos adversos provocados pelo El Niño. O material, disponível no portal da Epagri, foi elaborado por 35 extensionistas e traz medidas preventivas para frutas, hortaliças, grãos, mel, peixes, moluscos, macroalgas, carne e leite.
Efeitos do El Niño em Santa Catarina
Segundo a Epagri, o El Niño provoca chuvas acima da média no estado, principalmente durante a primavera e o início do verão. Por isso, a recomendação é que os produtores acompanhem as previsões meteorológicas para agir de forma antecipada, explica o diretor de Extensão Rural e Pesqueira da empresa, Gustavo Claudino. Ele orienta ainda que o produtor identifique os locais de maior risco na propriedade e evite usá-los para guardar máquinas, insumos e produtos agrícolas.
Entre os principais impactos esperados estão o atraso no preparo do solo e no plantio das culturas de verão, o encharcamento e a compactação do solo, a erosão, a perda de nutrientes pela água da chuva, o aumento de doenças fúngicas e bacterianas, a redução do desenvolvimento das pastagens, o maior estresse dos animais e as dificuldades de manejo, colheita e transporte da produção.
Dicas dos extensionistas para o produtor rural
As orientações destacam a conservação do solo e da água para preservar a fertilidade da terra. Os técnicos recomendam evitar obras de terraplanagem e movimentações intensas de solo durante o período de chuvas frequentes, limpar canais, valas e bueiros para garantir boa drenagem, limpar reservatórios de água e proteger as nascentes.
A preparação começa com o mapeamento das áreas mais suscetíveis a alagamentos, enxurradas, deslizamentos e erosão. Os extensionistas também aconselham elaborar um plano de emergência, definir antecipadamente como agir em eventos extremos, priorizar a segurança de crianças, idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou doenças crônicas e identificar locais seguros para retirar os animais. Manter contato com vizinhos, lideranças comunitárias e a Defesa Civil do município também faz parte das recomendações.




