Economia da Argentina recua 1,74% em agosto e sinaliza risco de recessão

Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) — imagem ilustrativa
A economia da Argentina recuou 1,74% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Em relação a julho, houve avanço de 0,1%. É o segundo mês consecutivo de retração na base anual: em julho, a queda havia sido de 2,8%.
No acumulado de 2026 até agosto, a atividade ainda mostra alta de 1,2%, abaixo dos 1,7% registrados até julho. O indicador de tendência-ciclo ficou em 0% no mês.
Quais setores puxaram a queda
Os recuos mais fortes foram na pesca (-15,7%), na intermediação financeira (-3,8%), no comércio (-3,5%), na indústria (-3,2%), em transportes e comunicações (-2,9%) e na construção (-2,5%). Do lado positivo, destacaram-se mineração e petróleo (+11,1%), eletricidade, gás e água (+4,3%) e hotéis e restaurantes (+3,1%).
O que dizem governo e economistas
O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou o crescimento de 0,1% sobre julho e afirmou que a tendência-ciclo está 6,6% acima do nível de dezembro de 2023. Ele também informou que as exportações da agroindústria somaram US$ 43,2 bilhões nos nove primeiros meses do ano, alta de 13%.
A professora de economia da UFMG Clara Brenck avalia que o país pode estar entrando em recessão e cita o aumento do desemprego como indício. Para ela, a redução da inflação depende muito da variação do dólar, e os setores de petróleo e mineração dependem dos preços internacionais.




