Vitória de Lula repercute na imprensa da Europa e da Ásia

Reeleito neste domingo (25) para o quarto mandato na Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva viu a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro ganhar destaque nos principais jornais da Europa e da Ásia nesta segunda-feira (26). A disputa acirrada, decidida em virada considerada inédita, foi tratada pela imprensa internacional como um dos resultados mais marcantes do ano. Segundo o resultado oficial, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos.

Como a imprensa europeia avaliou a vitória de Lula

O jornal francês Le Monde descreveu o desfecho como quase um milagre, considerando que as pesquisas apontavam outro cenário. Na avaliação do veículo, a intensa mobilização nas ruas e nas redes sociais foi o principal motor da virada. O jornal também destacou a rejeição de parte do eleitorado a um possível retorno de uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A virada ganha peso quando se observa o primeiro turno: Lula terminou atrás, com 45,16% dos votos, contra 47,03% de Flávio Bolsonaro. Até a apuração do segundo turno, a vitória do petista era considerada improvável por analistas.

O britânico The Guardian interpretou o resultado como uma derrota direta para a Casa Branca, já que Trump era visto como o principal aliado internacional da família Bolsonaro. O jornal lembrou que o presidente americano esperava ver Flávio Bolsonaro se juntar a uma série de líderes de perfil pró-Trump que chegaram ao poder na América Latina.

Os desafios do quarto mandato de Lula

A emissora britânica BBC adotou um tom mais cauteloso. Segundo a avaliação, passada a comemoração, o presidente reeleito enfrentará um Congresso de maioria conservadora e um eleitorado profundamente dividido, já que mais de 48% dos eleitores escolheram o adversário.

A repercussão internacional soma-se às manifestações de chefes de Estado da região: líderes da América Latina parabenizaram Lula pela vitória ainda na madrugada desta segunda-feira.

No Brasil, o presidente reeleito inicia agora a transição para o novo mandato, enquanto o mercado financeiro reagiu ao resultado com forte volatilidade nesta segunda-feira.

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