Turismo de observação de baleias ajuda a preservar jubartes no Brasil

O turismo de observação de baleias ajuda a explicar por que a população de baleias-jubarte no Brasil saiu de menos de 2 mil indivíduos, no início da década de 1990, para cerca de 35 mil, de acordo com a última estimativa do Instituto Baleia Jubarte, de 2022. O instituto, criado como projeto em 1988, completa 30 anos de institucionalização e tem a Petrobras como principal financiadora.

Como o turismo de observação ajuda a preservar as baleias

Segundo o diretor executivo do instituto, Eduardo Camargo, a atividade é uma ferramenta de conservação porque “agrega valor econômico à baleia viva” e mostra um caminho de convivência com os animais sem interferir no ciclo de vida deles. Para ele, é preciso regular a atividade de modo que não prejudique as baleias, mas considere as pessoas que vivem do turismo na região.

Um estudo do Fundo Monetário Internacional e da Universidade de Duke, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte e a organização Great Whale Conservancy, estimou que as baleias presentes no Brasil, incluindo as jubartes, contribuem com mais de US$ 82 bilhões em serviços ambientais e econômicos.

Regras para operar passeios de observação de baleias

Para atuar no turismo de observação, os operadores precisam seguir normas da Marinha e do Ministério do Meio Ambiente, e as embarcações devem cumprir exigências específicas de segurança e de distância dos animais.

A história de Paulo Salomão, de Caravelas (BA), ilustra a mudança: depois da criação do Parque Marinho dos Abrolhos, em 1983, e das regras de proteção ambiental, ele deixou a pesca para transportar turistas. Hoje tem quatro embarcações, uma delas com camas para 50 pessoas, e emprega dez trabalhadores.

Em Santa Catarina, o turismo de observação de baleias também faz parte do calendário do litoral, com foco na baleia-franca no inverno e na primavera. Quem pretende participar de passeios deve escolher operadores regularizados.

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