Queijo Serrano: DO de 18 municípios de SC vira atrativo da Serra

O Queijo Artesanal Serrano, produzido há mais de dois séculos nos campos de altitude de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, tem Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem. A certificação abrange 18 municípios catarinenses e 16 gaúchos e reforça a Serra como destino de turismo gastronômico, com propriedades que recebem visitantes para conhecer a produção e degustar o queijo.

Como é feito o Queijo Artesanal Serrano

A receita usa apenas leite cru, coalho e sal, mas depende de um ingrediente indispensável: tempo. Depois de moldado, o queijo passa por, no mínimo, 60 dias de maturação antes de chegar à mesa. É essa etapa que o diferencia do queijo colonial, segundo os produtores ouvidos pela reportagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Na propriedade da família Zanelato, o Sítio Santo Antônio, em Bom Retiro, o produtor Air Zanelato afirma que os fungos que participam da maturação estão no ambiente da região, o que impede reproduzir o mesmo queijo em outro lugar. Segundo ele, a tradição começou no século 18, com a chegada dos açorianos aos campos de altitude, quando a maturação ajudava a conservar o leite durante os rigorosos invernos.

Do modo informal à lei: patrimônio cultural de SC

Durante muitos anos, o queijo foi produzido de modo informal. A regulamentação começou com a Lei 17.003/2016, seguida pela Lei 18.612/2023, que passou a disciplinar a produção e a comercialização. Mais recentemente, a Lei 19.796/2026 declarou o produto Patrimônio Cultural de Santa Catarina.

Quem visita o Sítio Santo Antônio conhece a origem da receita, os campos de altitude e as tradições que permanecem vivas enquanto degusta o queijo. A Alesc também reúne o roteiro de produtos certificados pelas seis regiões catarinenses.

Antes de visitar uma propriedade produtora, vale confirmar dias e horários de atendimento diretamente com os responsáveis.

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