El Niño pode ser o mais forte em 40 anos, alerta OMM

O El Niño em curso pode ser o mais forte das últimas quatro décadas, alertou a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, nesta semana. Segundo ela, o fenômeno pode atingir uma intensidade sem precedentes recentes e provocar ondas de calor e mudanças no regime de chuvas.

De acordo com a OMM, agência da ONU para o clima, o aquecimento das águas do Pacífico tende a causar seca severa em algumas regiões e inundações em outras.

O que é o El Niño e por que a OMM faz o alerta

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Ele ocorre, em geral, a cada dois a sete anos e costuma durar de nove a doze meses, mas altera ventos, pressão atmosférica e chuvas em escala global.

Em atualização anterior, a OMM informou que a temperatura da superfície do mar na região de referência ficou, em média, 1,5 °C acima do normal entre maio e julho. Entre o fim de julho e meados de agosto, as leituras semanais chegaram a 2,2 °C a 2,6 °C acima da média.

Duração e impactos previstos

A organização avalia que o El Niño deve atingir nível muito forte, com pico no fim de 2026, e que a chance de persistir até fevereiro de 2027 é próxima de 100%. Os efeitos podem se estender por 2027, mesmo após o pico.

Para o trimestre de setembro a novembro, a OMM indica probabilidade maior de temperaturas acima da média em quase todas as áreas terrestres. A entidade destaca, porém, que os impactos variam conforme a região, a época do ano e a interação com outros fatores climáticos, e que avaliações regionais são necessárias.

A OMM não detalhou, nos comunicados, os efeitos específicos para o Sul do Brasil. Por isso, quem precisa de orientação local deve acompanhar as previsões dos serviços meteorológicos nacionais. Em Santa Catarina, veja a previsão do tempo para o estado.

Últimas notícias