França: 410 mil vão às ruas e sindicatos convocam greve para 5 de novembro

Foto: FreCha/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — protesto em Paris em 17 de outubro
Os protestos na França continuam: segundo o Ministério do Interior, 410 mil pessoas participaram das marchas de sábado (24) em diferentes cidades do país. Sindicatos e grupos de protesto convocaram novos atos para o sábado (31) e uma greve nacional para 5 de novembro.
Balanço do sábado: menos prisões e menos feridos
O governo mobilizou 70 mil policiais para evitar a repetição dos saques e do vandalismo registrados em várias cidades em 17 de outubro. Foram 1.314 prisões, metade do número da semana anterior, e cerca de 50 policiais ficaram feridos, contra mais de mil uma semana antes. Houve confrontos esporádicos em cidades como Paris e Marselha.
Parte do centro de Paris ficou fechada, com lojas protegidas por tapumes, e entidades empresariais pediram que o varejo permanecesse fechado após milhares de estabelecimentos terem sido danificados ou saqueados no fim de semana anterior.
O que vem agora
Os protestos começaram com o movimento estudantil no mês passado e se ampliaram para trabalhadores, bombeiros e outros grupos. Para o dia 31, o sindicato de professores SUD Education já confirmou presença, e os Coletes Amarelos, movimento surgido em 2018 contra impostos sobre combustíveis, também convocaram atos, inclusive diante de prefeituras e da Assembleia Nacional. A central CGT decide sua posição ao longo da semana.
O governo iniciou negociações com sindicatos e representantes estudantis, mas as lideranças consideram as propostas insuficientes. O presidente Emmanuel Macron, cujo mandato termina em abril do próximo ano, já anunciou a proibição de protestos considerados ilegítimos.




