Linguiça Blumenau tem Indicação Geográfica; veja onde é feita

A Linguiça Blumenau é uma das estrelas da gastronomia que muitos turistas buscam na Oktoberfest e tem um diferencial oficial: o selo de Indicação Geográfica (IG), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi celebrado em outubro de 2024, no Parque Vila Germânica, em Blumenau, com a presença do Sebrae/SC e da Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau (ALBLU).

A IG funciona como um selo que limita a produção a uma região definida. No caso da linguiça, só podem usar o nome empresas instaladas na área delimitada, que reúne Blumenau, Gaspar, Pomerode, Timbó, Indaial, Presidente Getúlio, Lontras, Presidente Nereu, Rio do Sul, Aurora, Ituporanga e Imbuia. O selo era aguardado desde 2019.

Como é feita a Linguiça Blumenau

De acordo com o governo de Santa Catarina, o produto é feito exclusivamente com paleta, pernil e toucinho de porco e passa por defumação de pelo menos dois dias, em defumadores alimentados com carvão e serragem. Essa etapa é considerada essencial para as características do embutido artesanal.

A receita remonta ao fim do século 19, quando imigrantes alemães começaram a fabricá-la no território que hoje é Pomerode, a cerca de 30 km de Blumenau, adaptando receitas da terra natal. Em junho de 2024, o Estado já havia declarado a linguiça patrimônio cultural imaterial catarinense.

Outras indicações geográficas de SC

A Linguiça Blumenau soma-se a outros produtos catarinenses com selo, como a Uva Goethe, a Banana de Corupá, o Queijo Artesanal Serrano, o Vinho de Altitude, o Mel de Melato da Bracatinga, a Maçã Fuji de São Joaquim e a Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense.

Para o visitante, a IG é um guia de procedência: ao comprar o produto na região, vale procurar o selo na embalagem. A festa deste ano segue até domingo (25); veja os horários do último fim de semana.

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