SC tem programas de apoio ao campo e à pesca para o El Niño

Imagem ilustrativa. Foto: Dalton Scavassa/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Produtores rurais, pescadores e agroindústrias de Santa Catarina contam com programas de crédito, apoio emergencial e orientações técnicas para enfrentar os efeitos do El Niño na safra 2026/2027. O conjunto de ações foi divulgado pelo governo do estado e envolve a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Sape), a Epagri, a Cidasc, a Ceasa/SC e a Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca.
Segundo a Epagri/Ciram, o El Niño é um fenômeno climático natural, marcado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial. No Sul do país, costuma deixar os invernos mais amenos e intensificar as chuvas, sobretudo na primavera. Embora não seja a única causa de enchentes em SC, tende a aumentar a ocorrência. A previsão é que o fenômeno persista pelo menos até o início de 2027.
Programas de apoio ao campo e à pesca em SC
O Reconstrói SC oferece financiamento sem juros para recuperar estruturas, máquinas e equipamentos. O Pronampe Agro SC Emergencial concede subvenção de juros em empréstimos para retomar atividades afetadas. O Recupera Maçã SC apoia a reconstrução de pomares, e o Apoio Emergencial para Pescadores Artesanais e Aquicultores ajuda na reposição de barcos, equipamentos e materiais.
Há ainda o Sistema Antigranizo, que usa geradores em solo com queimadores de iodeto de prata para reduzir a formação de granizo. Os convênios estão autorizados para 27 municípios.
Plano de contingência e orientações para o produtor
O Plano de Contingência da Agropecuária El Niño 2026/2027 (PlanCon Agro) foi elaborado em conjunto pelos órgãos e integra o plano estadual mais amplo. A Epagri/Ciram acompanha as condições ambientais, emite alertas e mantém um site dedicado ao tema. Uma publicação técnica traz medidas para reduzir perdas na agropecuária, na pesca e na aquicultura.
A Cidasc recomenda retirar os animais de áreas alagáveis com antecedência, garantir alimento, manter a identificação individual e emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA). Depois de eventos extremos, é preciso inspecionar lavouras e pomares e comunicar suspeitas de doenças ou pragas. As agroindústrias devem ajustar a produção e, após alagamentos, verificar a qualidade da água, a refrigeração e o armazenamento.
Na aquicultura, a orientação é monitorar a temperatura e o oxigênio dissolvido da água e registrar danos e perdas. A Ceasa/SC estuda alternativas logísticas para transferir temporariamente operações de abastecimento, se necessário. O secretário da Agricultura, Admir Dalla Cort, disse que a prioridade em qualquer situação de risco é a segurança das pessoas e das famílias. Informações oficiais estão no site da Epagri/Ciram e na Defesa Civil. Veja também: tilápia de SC ganha 39% mais peso com melhoramento genético.




