Webb acha galáxia de rádio-surto possivelmente o mais distante

Imagem: NASA, ESA, CSA, STScI, Themiya Nanayakkara (USYD). Processamento: Joseph DePasquale (STScI)
O telescópio Webb, da NASA, mediu a distância do rádio-surto rápido FRB 20240304B, possivelmente o mais distante já detectado, e encontrou a galáxia onde ele se originou: uma anã que forma estrelas ativamente. O estudo foi publicado na revista Science na quinta-feira (8), e a NASA atualizou a divulgação nesta sexta (9).
Rádios-surtos rápidos (FRBs, na sigla em inglês) são clarões de ondas de rádio que duram milésimos de segundo e têm origem ainda debatida. Este foi detectado em 4 de março de 2024 pela equipe MeerTRAP, com o radiotelescópio MeerKAT.
Surto ocorreu 3 bilhões de anos após o Big Bang
Segundo a NASA, o redshift do sinal é de 2,148, o que indica que o surto ocorreu cerca de 3 bilhões de anos após o Big Bang. A galáxia hospedeira existia no chamado meio-dia cósmico, período de pico da formação de estrelas no universo. A taxa de formação estelar sugere que a maior parte das estrelas dessa galáxia surgiu em cerca de 30 milhões de anos.
A galáxia é cerca de mil vezes menos massiva do que o esperado para um FRB. Ela só foi localizada com os instrumentos NIRCam (imagem) e NIRSpec (espectro) do Webb, depois que os maiores telescópios em solo não detectaram galáxia no local.
Sinal atravessou aglomerado desconhecido
No caminho até a Terra, o sinal passou por um aglomerado de galáxias até então desconhecido, a cerca de 3,5 bilhões de anos-luz, e pelo aglomerado de Virgem, a cerca de 54 milhões de anos-luz.
A pesquisa é liderada por Manisha Caleb, da Universidade de Sydney, e conta com Ben Stappers, da Universidade de Manchester, Themiya Nanayakkara, da Universidade de Sydney, e J. Xavier Prochaska, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.
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