Trabalho infantil no Brasil cai 9,2% em 2025, segundo o IBGE

Imagem de arquivo. Foto: DAR7 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O trabalho infantil no Brasil recuou 9,2% de 2024 para 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. O país tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, cerca de 4% da faixa etária. Em 2024, eram 1,65 milhão (4,3%).
Em relação a 2016, a redução é de 28,6%, quando havia 2,1 milhões nessa condição (5,2%).
O que explica a queda
O pesquisador do IBGE Gustavo Fontes atribuiu o recuo a políticas públicas, incluindo a atuação do Ministério Público do Trabalho, ao Bolsa Família, ao mercado de trabalho aquecido, com desemprego em nível histórico baixo, e ao aumento da renda das famílias em 2025.
Piores formas, idade e regiões
Das 1,499 milhão de crianças e adolescentes, 525 mil estavam nas chamadas piores formas de trabalho infantil, que incluem exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho análogo à escravidão. A proporção caiu para 1,4% da faixa etária, o menor nível da série.
Por idade, havia 280 mil trabalhadores de 5 a 13 anos (1,1%), 348 mil de 14 e 15 anos (5,9%) e 871 mil de 16 e 17 anos (14,5%). O Sudeste concentra o maior número (481 mil), e o Nordeste vem em seguida (408 mil). O maior percentual está no Norte (6,3%), e o menor no Sudeste (3,3%).
Entre os que trabalham, 65,4% são meninos e 67% são pretos ou pardos. O comércio responde por 29% das ocupações, e a agropecuária, por 16,7%. Quem identificar situação de trabalho infantil pode denunciar pelo Disque 100.
Fonte: Agência Brasil / Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).




