Vote Segura: guia traz 11 recomendações para proteger mulheres

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A campanha Vote Segura, da Rede Justiça Criminal, lançou um guia de boas práticas legislativas para orientar candidatos e parlamentares eleitos sobre políticas de segurança voltadas às mulheres. O material reúne 11 recomendações e foi divulgado nesta quinta-feira (22), a poucos dias do segundo turno das eleições.
Feminicídio em números
Segundo os dados citados pela campanha, os canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, o equivalente a pelo menos quatro mulheres mortas por dia por razões de gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados. As mulheres são 51,5% dos 213,4 milhões de habitantes do país.
A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, afirmou que as brasileiras têm medo, com razão, e mudam rotinas e compartilham a localização em tempo real ao sair à noite. Para ela, enfrentar a insegurança não se resume a mais policiamento ou mais prisões: é preciso olhar para o que impede a violência de acontecer.
As 11 recomendações do guia Vote Segura
O documento sugere que mandatos priorizem a prevenção sem deixar de responsabilizar agressores, criem políticas públicas permanentes e melhorem a coordenação entre União, estados e municípios. Também recomenda integrar diferentes políticas, basear decisões em dados confiáveis e incluir mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação.
Outros pontos são ampliar a transparência e o controle social, definir critérios objetivos para o acesso a recursos públicos, adotar uma perspectiva de direitos humanos que inclua as mulheres, produzir impactos mensuráveis e evitar respostas legislativas apenas simbólicas.
O guia foi pensado para servir de base a programas de mandato, projetos de lei, fiscalização e articulação política, com o objetivo de qualificar o debate público e apoiar candidaturas ao Congresso comprometidas com a redução da violência contra mulheres.




