Exercício físico deve ser prescrito para a saúde do cérebro, diz estudo

Imagem de arquivo. Foto: José Cruz / Agência Brasil
Pesquisadores de universidades canadenses defendem que o exercício físico seja prescrito como tratamento para a saúde cerebral, e não tratado apenas como um conselho de estilo de vida. A proposta consta em artigo publicado nesta terça-feira (3) na revista científica Brain Health.
Os autores são Carl Zhou e Nicholas Fabiano, da Universidade de Ottawa, e Stanley Wong, da Universidade de Toronto, dos departamentos de psiquiatria das duas instituições. Para eles, o exercício não pode ser uma “sugestão para ser descartada no final de uma consulta”, e sim um tratamento que “merece ser prescrito como tal”.
Como o exercício atua no cérebro
Segundo o artigo, a saúde cerebral é a manutenção do funcionamento cognitivo, emocional, comportamental e social ao longo da vida, e o exercício impacta quase todas essas áreas. A atividade física age em aspectos como vasos sanguíneos saudáveis, metabolismo equilibrado, controle da inflamação e neuroplasticidade.
Como exemplo, os autores citam um ensaio clínico de 2011 com adultos mais velhos, segundo o qual o exercício aeróbico aumentou o volume do hipocampo anterior e melhorou a memória dos participantes.
Prescrição com tipo, frequência e intensidade
Carl Zhou afirma que as evidências analisadas sustentam uma prescrição que especifique o tipo de atividade, a frequência, a intensidade, a duração, as considerações de segurança e um plano de acompanhamento, como ocorre com um medicamento. A revisão aponta ainda que intervenções com atividade física podem reduzir sintomas depressivos, ansiedade e sofrimento psicológico.
Antes de iniciar qualquer programa de exercícios, a orientação é procurar avaliação de um profissional de saúde.




