Pnuma: emissões precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento

Imagem ilustrativa: Ralf Vetterle/Pixabay
Ainda é possível limitar o aquecimento global a entre 1,7 °C e 1,8 °C neste século e depois voltar ao patamar de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100, mas isso exige cortes rápidos nas emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do novo Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
O documento, intitulado “O Ponto de Retorno”, calcula que as emissões globais precisam cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, sempre em comparação com os níveis de 2025.
Redução de emissões de 5,7% ao ano
Na prática, o mundo teria de manter uma queda média de 5,7% ao ano nas emissões entre 2025 e 2035. O Pnuma avalia que esse esforço está muito acima do que os países prometeram nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), as metas climáticas apresentadas no âmbito do Acordo de Paris.
Apesar do alerta, o relatório traz evidências de que o retorno ao limite de 1,5 °C é possível. Para o Pnuma, ultrapassar a meta não significa desistir: o objetivo passa a ser manter o excesso de temperatura o menor e mais curto possível.
O que isso significa para o Brasil e para Santa Catarina
Estados do Sul, como Santa Catarina, convivem com eventos extremos cada vez mais frequentes, como chuvas intensas e estiagens, que afetam agricultura, indústria e cidades. Por isso, as discussões sobre metas de redução de emissões têm impacto direto na prevenção de desastres e na adaptação de municípios e empresas.
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