Democratas retomam Senado e Câmara nos EUA em derrota a Trump

Imagem ilustrativa: Capitólio dos EUA, em Washington. Domínio público / Architect of the Capitol (Wikimedia Commons)
Os democratas assumiram o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de terça-feira (3), com vitórias amplas até em redutos republicanos pela primeira vez em gerações. O resultado foi lido como uma crítica contundente ao presidente Donald Trump por dezenas de milhões de eleitores.
Eleitores de áreas conservadoras que levaram Trump ao segundo mandato há apenas dois anos mudaram de lado, impulsionados, pela frustração com a guerra contra o Irã, pelo alto custo de vida e pela insatisfação com o estilo de governo do presidente.
Vitórias em estados tradicionalmente republicanos
O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século. No Texas, o maior estado republicano do país, os democratas conquistaram uma vaga no Senado e derrotaram o governador Greg Abbott, que cumpria o terceiro mandato.
O que muda em Washington a partir de janeiro
Os resultados inauguram uma nova era de governo dividido nos EUA, depois de dois anos em que o Congresso, controlado pelos republicanos, raramente exerceu seu poder para conter Trump. Quando tomarem posse, em janeiro, os democratas devem usar o poder do Legislativo para investigar o governo, a família do presidente e aliados, e para exigir concessões em projetos de lei importantes.
Com o Senado, o partido também poderá barrar indicados de Trump, incluindo eventuais juízes da Suprema Corte, caso surja uma vaga. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse que há uma “reformulação geracional” do mapa do Senado e que os americanos “votaram pela mudança”.




