Fumaça de queimadas: Saúde orienta como se proteger

O Ministério da Saúde divulgou, em 23 de outubro, um guia com orientações para proteger a saúde da fumaça das queimadas e indicar onde buscar atendimento. A pasta lembra que a fumaça contém monóxido de carbono e material particulado fino (MP2.5), partículas que chegam fundo às vias respiratórias e podem afetar pulmões e coração.

Fumaça de queimadas: sintomas e grupos de risco

Segundo o ministério, os efeitos variam conforme o tempo de exposição e a quantidade de poluentes inalada. Os sinais mais comuns são ardência nos olhos, no nariz e na garganta, rouquidão, tosse seca, dor de cabeça, cansaço e problemas de pele. Crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas do coração ou do pulmão estão entre os mais vulneráveis.

A fumaça pode agravar quadros de rinite, asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A exposição prolongada, por muitos dias, eleva o risco de infarto, AVC e câncer de pulmão. As orientações foram reforçadas em meio à seca no Amazonas, mas servem para qualquer região atingida pela fumaça.

Como se proteger em casa, na rua e no trânsito

Em casa, o recomendado é manter portas e janelas fechadas e limpar cinzas com pano úmido, sem varrer nem usar aspirador comum. Também é preciso evitar fumar em ambientes fechados e usar fogões a lenha, velas e lamparinas. Beber mais água ajuda a manter as vias aéreas hidratadas.

Quem precisa sair deve usar máscara N95, PFF2 ou P100, bem ajustada ao rosto, e evitar exercícios intensos quando a qualidade do ar estiver ruim, principalmente entre 12h e 16h. Ao dirigir, a orientação é manter os vidros fechados, usar o ar em modo recirculação, reduzir a velocidade e aumentar a distância do veículo da frente.

Cinzas e fumaça também podem contaminar rios e poços. Diante de água com aspecto ou cheiro diferente, o ministério recomenda tratar antes de beber: duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% por litro, com espera de 30 minutos, ou fervura por 5 minutos.

Falta de ar, dor no peito, cansaço extremo, tosse intensa ou tontura exigem atendimento imediato. Casos leves podem ser levados à Unidade Básica de Saúde; situações graves, à UPA ou ao pronto-socorro; e emergências com necessidade de ambulância, ao Samu 192. O guia completo está no site do Ministério da Saúde. Veja também outro alerta de saúde recente da Anvisa.

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