Espinosa entra na corrida para suceder Guterres na ONU

Imagem ilustrativa. Foto: ajay_suresh/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A ex-ministra do Equador María Fernanda Espinosa entrou oficialmente na disputa pelo cargo de secretário-geral da ONU. A candidatura foi anunciada pelo porta-voz do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo a ONU News, e eleva para cinco o número de postulantes à sucessão do português António Guterres.
Com a entrada da equatoriana, o grupo de candidatos é formado por três mulheres e dois homens. A ONU nunca teve uma mulher no comando da organização, o que dá peso simbólico à atual corrida.
Quem é María Fernanda Espinosa
Espinosa já presidiu a Assembleia Geral da ONU, órgão que reúne os 193 países-membros, e ocupou ministérios no governo do Equador. Esse histórico de atuação em diplomacia multilateral é um dos trunfos citados em candidaturas ao posto, que costuma exigir experiência em negociações entre diferentes blocos de países.
O nome dela será avaliado ao lado dos demais candidatos já apresentados por governos de países-membros, procedimento que segue as regras definidas pelas Nações Unidas para a escolha do próximo chefe da organização.
Como o novo secretário-geral é escolhido
De acordo com a Carta da ONU, o secretário-geral é nomeado pela Assembleia Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Na prática, o Conselho analisa os nomes e indica um candidato, e a Assembleia confirma a escolha.
O mandato de Guterres termina em 31 de dezembro de 2026, e o sucessor assume o posto em 1º de janeiro de 2027. Até lá, novos nomes ainda podem ser apresentados, e os candidatos costumam participar de sessões de apresentação de propostas diante dos países-membros.
A escolha do próximo secretário-geral tende a influenciar a pauta da organização em temas como paz, clima, saúde global e desenvolvimento. Para entender outros temas em debate na ONU, leia sobre as metas climáticas dos países e o aquecimento projetado.




