PF investiga falhas em ônibus no 2º turno; inquérito foi aberto em Sergipe

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) investiga se problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições, no domingo (25), dificultaram ou impediram eleitores de chegar às seções de votação. Um inquérito policial foi aberto em Sergipe, e a corporação também apura incidentes em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí.
O objetivo da PF é entender por que as frotas foram reduzidas em alguns locais e se isso prejudicou o exercício do voto. O artigo 297 do Código Eleitoral prevê pena de até seis meses de prisão e multa para quem impede ou embaraça o exercício do sufrágio.
O que a PF já apurou sobre os ônibus
Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, os fatos ainda estão sendo examinados. Em entrevista coletiva no domingo, ele afirmou que a corporação atua em conjunto com os tribunais regionais eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e outras forças policiais, com oitivas e diligências em campo.
Até a noite de domingo, a PF havia aberto três inquéritos, lavrado 44 termos circunstanciados e conduzido 56 pessoas a delegacias por diferentes crimes eleitorais. A maior parte das ocorrências envolveu violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.
Votação foi prorrogada em áreas afetadas
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a ampliação do horário de votação nas áreas afetadas pelos problemas no transporte. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram o pedido, e a votação foi estendida por duas horas, até as 19h.
As investigações seguem em andamento, e a PF não divulgou prazo para a conclusão. Quem tiver informações sobre possíveis crimes eleitorais pode procurar a Justiça Eleitoral ou a Polícia Federal.




